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Logo pela manhã cedinho fazíamos o passeio dele pelas ruas próximas à pousada Coqueiro Verde para suas necessidades diárias e para esticar as pernas (sempre é bom um pré-aquecimento rsrs). Na pousada Coqueiro Verde animais de estimação são permitidos, mas durante as refeições foi solicitado que ele não nos acompanhasse, pois, algum hóspede poderia se incomodar. Mas o Gil aguardava ansioso nossa chegada no apartamento, e assim que dizíamos: Vamos!!! Ele corria para a porta e ficava girando. Era assim todos os dias.

Quando chegávamos à praia ele puxava a guia com pressa de chegar à areia e cheirar todos os cantos que encontrasse.

Essa história de que animais não são bem-vindos na praia é coisa de “humano” sem responsabilidade. Nós levamos sacos, veja na mala dele, para coletar as fezes do Gil e ele não fazia xixi na praia, afinal seus passeios matinais eram suficientes para esvaziar toda a bexiga. Ainda assim se ele pensasse em levantar a pata para um xixi fora de hora, era repreendido, como se estivesse em casa onde também não é permitido.

Gostava de deitar na canga, bastava esticar uma na areia e logo ele ocupava o espaço. Cadeira de praia também era um bom lugar para descansar, normalmente alugávamos duas, mas uma era dele, nós revezávamos a outra. Ele curtia sentar à sombra e ficar olhando o mar, o movimento das ondas, achava maravilhoso, ficava bastante tempo olhando cada onda que quebrava, afinal nenhuma marola quebra igual a outra.

Mas bastava um de nós se levantar e ir em direção ao mar que ele logo ficava atento para sair correndo até a água e provar…. todos os dias ele provou água do mar, mas não era agradável… rsss. Ficava andando por ali até que uma onda chegasse perto do peito dele, e então saia correndo em direção à areia. E depois voltava para o mar, e, voltava para a areia para descansar na sombra de um coqueiro.

Amava deitar na areia, na sombra, na verdade quando ele estava assim de barriga para cima, eram os dois da mesma cor: o Gil e a areia.

Houve também um dia que uma maria farinha apareceu bem na sua frente, saiu do seu buraquinho, e aí a diversão foi garantida. Brincaram bastante, mesmo porque ele não soube diferenciar todas as que estavam ali. Quando uma se escondia outra vinha e lá ia ele de novo.

Em Itacaré as praias urbanas são de fácil acesso, mas visitamos algumas que antes de chegar até aquele lugar mágico com paisagem paradisíaca e aroma inebriante que nos proporcionava um bem-estar imediato, que chamamos de praia… era preciso caminhar as vezes uns dois ou três km por trilhas no meio da mata. Ele também curtia muito. Andava na nossa frente, ou bem atrás ainda sentindo todos os cheiros diferentes. Mas assim que enxergava do mar, todo cansaço acabava e o Gil começava a nos puxar para chegar logo na areia, e aí começar todo seu ritual: cheirar, sentar, observar e aguardar o primeiro chamado para a água.

Na praia da Engenhoca tem um rio que desemboca próximo ao local onde a trilha nos leva. E, como todas as vezes praia era o sinal para o Gil correr. Quando ele chegou no rio entrou e bebeu a água ele nos olhou com aquela cara de: cadê a água salgada que estava aqui??

“Colecione cuidados é a receita para relaxar nas férias.” E isso vale para pets e crianças. Foi por isso que nossas férias e as do Gil foram perfeitas.


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